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Mostrando postagens de 2008

Judeus e O Grande Ditador

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Em sua época de sucesso, numerosos críticos e curiosos se preocuparam em tentar desvendar se Chaplin era de origem judaica ou não.
Com exceção do prenome de sua mãe, Hannah, tipicamente israelita, não há nada mais que confirme essa tese. Em 1921, ele declarou: "Não sou judeu - porém estou convencido de que pelo menos uma pequena gota desse sangue corre em minhas veias". Numa entrevista concedida em 1940, já se expressaria de uma forma diferente: "Eu me sentiria orgulhoso de ser judeu, mas não possuo uma gota sequer de sangue judeu. Por outro lado, tenho algo de cigano em minhas origens." (Em sua autobiografia ele conta que sua avó materna era cigana.) Em certa ocasião, Chaplin rememora que Cecil B. de Mile havia-lhe dito: "É perigoso numa época como esta querer fazer graça à custa da guerra". Mas a ideia o excitava, muito mais porque, algum tempo antes, em Augusta - uma cidade note-americana -, vendendo bônus pró-guerra, um juiz local lhe dissera: "O q…

Raridade: uma entrevista sobre Charles Chaplin

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Pesquisando pelos sites de busca, a procura de novas fatos acerca da vida e obra de Chaplin, encontrei uma raridade: Na versão on-line da Folha de São Paulo, deparei-me com uma reportagem de 05 DE MAIO DE 1954, envolvendo uma entrevista exclusiva com nada mais, nada menos, o criador do vagabundo mais famosos do mundo: Charles Chaplin.
Segue o artigo:
CURIOSAS DECLARAÇÕES DO GRANDE ARTISTA
UM LIVRO QUE JAMAIS SERÁ DADO A MAC CARTHY*
*Neste texto foi mantida a grafia original da época
O jornalista italiano Alfredo Paniucci, de "Epoca", obteve em fins do mês passado uma entrevista de Chaplin - em sua vila de Corsier-Vevey, Genebra - que pode ser considerada sensacional. Correra uma noticia, na França e na Italia, que Chaplin, ao comemorar seu 65º aniversario, no dia 16 ultimo, receberia os representantes da imprensa daqueles dois paises para uma entrevista coletiva. Na realidade, tratava-se de mero boato. O grande ator nada havia marcado e foram numerosos os jornalistas que fizer…

O fantasma que assombrou Charles Chaplin

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O primeiro livro sobre Charlie Chaplin ao qual eu tive contato chama-se O PENSAMENTO VIVO DE CHAPLIN, da Editora Martin Claret. Achei ano passado, por acaso, num sebo no centro da cidade. Relendo o mesmo livro, há alguns dias, daparei-me com uma passagem muito interessante, na qual relata a experiência de Chaplin com um "fantasma". Sobre esse assunto Chaplin comenta:

"A propósito de esoterismo, um ano antes de ser construída minha residência de Beverly Hills, recebi uma carta anônima que se dizia escrita por um vidente, ao qual aparecera em sonho uma casa erguida num topo de colina, com um gramado à frente que terminava em ponta, como a proa de uma embarcação, casa de quarenta janelas e amplo salão de música, este de teto bem alto. Dizia também que aquele terreno era lugar sagrado em que, dois mil anos antes, as velhas tribos indígenas praticavam sacrifícios humanos. A casa era mal-assombrada e nunca deveria ficar às escuras. Prevenia-me ainda de que só haveria apariçõe…

Chaplin de cera no Museu Madame Tussaud

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O Museu Madame Tussauds é famoso por possuir a maior coleção de figuras de celebridades feitas de cera. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem estabelecimentos em Paris, Nova York, Hong Kong, Las Vegas e Amsterdam.
Na capital inglesa, uma das peças mais visitadas pelo público é a réplica, em tamanho natural, de Charles Chaplin. Com certeza é para muitos a chance de ficar lado a lado do seu ídolo para a tão desejada foto. O que vai ficar faltando mesmo é o autógrafo...

O Encontro entre Charles Chaplin e Albert Einstein

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Chaplin sempre teve admiração pelos cientistas e pensadores em geral. Em sua autobiografia, comenta sobre o seu primeiro encontro com Albert Einstein, ainda em 1926, enquanto o cientista participava de conferências na Califórnia. Assim escreveu:
Para mim, cientistas e filósofos são, no íntimo, grandes românticos que canalizam noutro rumo as suas paixões. Essa ideia calhava bem com a personalidade de Einstein. A sua aparência era a de um típico alemão dos Alpes, nomelhor sentido, jovial e acolhedor. Senti que sob os seus modos calmos e afáveis se escondia uma índole profundamente emotiva e que provinha daí a sua extraordinária força intelectual. (CHAPLIN, 1964, p. 372)
Na sua visita a Hollywood, nos anos trinta, Einstein causou uma verdadeira loucura midiática. Um dos muitos que se renderam ao charme do físico foi Charlie Chaplin que o convidou para a estreia do seu filme Luzes da Cidade. Conta-se que, enquanto circulavam pelas ruas da cidade e, os transeuntes aplaudiam os dois grande…