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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

Pastiche e postiço, ou o nada por um bigode

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Texto de André Bazin, publicado em Esprit, em 1945, esse artigo faz parte de Qu´est-ce que le cinéma?, t.I, p.91-5

Para quem atribui à Carlitos, na ordem da mitologia e da estética universal, uma importância no mínimo equivalente à de Hitler na ordem da história e da política; para quem não vê menos mistério na existência desse extraordinário inseto preto e branco, cuja imagem assumbra há trinta anos a humanidade, que na do homem gestual que ainda obceca nossa geração, O grande ditador (1940) é de uma significação inesgotável. Dois homens, de meio século para cá, mudaram a face do mundo: Gillette, inventor e divulgador industrial da navalha mecânica, e Charles Spencer Chaplin, autor e divulgador cinematógrafo do "bigode à la Carlitos".


Sabemos que, a partir de seus primeiros sucessos, Carlitos suscitou diversos imitadores. Parodistas efêmeros cujo rastro só se conserva em raras histórias do cinema. Um deles, entretanto, não figura no índice alfabético dessas obras. Sua celeb…

Sir Charles Spencer Chaplin

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Um dos momentos mais importantes da carreira de Charles Chaplin ocorreu em 1975. No dia 04 de março, o artista que nasceu na Inglaterra, em meio à miséria e à fome, recebeu o título de Cavaleiro do Império Britânico, pelas mãos da Rainha Elizabeth II, (1926- ) tornando-se, a partir daí, Sir Charles Spencer Chaplin. A comenda foi entregue 3 anos após ter recebido o Oscar Honorário, nos EUA e 20 anos de exílio, resultado do confisco de seu visto estadunidense.