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Mostrando postagens de Março, 2014

Charlot em Portugal: O Ciclo Charles Chaplin

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Por Lívia Fernandes
Olá leitores do Blog Chaplin! Hoje estreio a minha participação por aqui. Apresentarei a vocês algumas histórias, notícias e curiosidades acerca do nosso querido Vagabundo no contexto europeu – especialmente em Portugal (pois estou em programa de mobilidade internacional em uma cidade portuguesa). Vou começar falando do Ciclo Charles Chaplin, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Bom, como a maioria deve saber, este ano comemoramos o 125º aniversário de Chaplin (abril) e o centenário de seu personagem mais famoso: Charlot – como é conhecido na Europa (fevereiro). Cem anos de bigode, chapéu coco e bengala de bambu. O Teatro Nacional de São Carlos decidiu, então, homenagear nosso gênio com a exibição de alguns dos seus filmes acompanhados pela Orquestra Sinfônica Portuguesa (direção musical de Timothy Brock) nos dias 21, 23, 28 e 30 de março. Estando em uma cidade próxima à Lisboa, claro que não pude perder a oportunidade de viver essa experiência. E, acredit…

O Centenário de Carlitos ganha moeda comemorativa de ouro

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A Casa da Moeda da Austrália, a pedido do governo de Tuvalu (Estado da Polinésia formado por um grupo de nove atóis), cunhou peças de ouro e prata, para comemorar os 125 anos de nascimento de Charles Chaplin e o seu centenário de estreia no cinema. A moeda feita em prata, apresenta um design lenticular, onde é possível ver imagens de Chaplin, representando as cenas finais do filme "O circo", de 1928.  A moeda de ouro pesa 7,777 g, com diâmetro de 20,60 mm. A tiragem das moedas é limitada a 1.000 unidades, em ouro, e 5.000 unidades, em prata. Fonte: AFNB - BOLETIM VIRTUAL - Associação Filatélica e Numismática de Brasília

Chaplin Oculto

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Charles Chaplin teve aparições, como convidado, em muitos filmes. A primeira e também a mais importante foi em His Generation, de G. M. Anderson (1915). Enquanto Chaplin estava trabalhando em The Champion, em Niles, Califórnia, "Bronco Billy" Anderson, o pioneiro dos westerns, fez uma aparição numa cena de fogo. Chaplin devolveu o favor, atuando com ele em um drama. Em The Nut (1921), de Douglas Fairbank, Chaplin foi visto por um momento como ele mesmo. Também ajudou muitas estrelas que trabalharam em Hollywood, de James Cruze (1923) e faturou com o Chorus Of Hollywood Villagers. Ocupou um dos milhões de lugares na arena, quando os estúdios estavam fechados e toda a Hollywood estava voltada para Ben Hur (1925). Em 1928, fez uma aparição como ele mesmo em Show People, um filme de Marion Davies. A cena estava incluída em Big Parade of Comedy, da MGM (1964).
Em 1915, a Essanay fez o curtíssimo Introducing Charlie Chaplin, destinado principalmente a anunciar uma nova obra do at…

"Charlot": Comemorações do centenário do vagabundo, em Portugal

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Em Portugal, o principal personagem de Charles Chaplin, o vagabundo, é conhecido como Charlot e, em comemoração ao centenário no cinema, haverá diversas exibições de filmes, no belíssimo Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. A Orquestra Sinfônica Portuguesa acompanhará as exibições, sob a direção musical de Timothy Brock. Sobre o Teatro Nacional de São Carlos Inaugurado em 30 de junho de 1793, o Teatro Nacional de São Carlos possui um patrimônio histórico riquíssimo, reunido num edifício de características neoclássicas e de inspiração setecentista e italiana, classificado como Monumento Nacional em 1928.

Sobre a Orquestra Sinfônica Portuguesa A Orquestra Sinfônica Portuguesa (OSP) foi criada em 1993, sendo um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e desenvolve uma atividade sinfônica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais.

Confira a programação: CARMEN
21 de março de 2014, 20h
de Cecil …

“My Life in Pictures”: A autobiografia esquecida de Chaplin

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Por Diogo Facini
        Charles Chaplin, ao fim de sua vida, dedicou-se a atividades além da criação cinematográfica propriamente dita. Compôs trilhas sonoras para muitos de seus filmes (sobretudo os dos anos 20), realizou cortes e edições em filmes anteriores, e trabalhou durante longo tempo na escrita de suas memórias. Desta atividade surgiu sua autobiografia, “My Autobiography” no original, “Minha Vida” na tradução atual para o português, publicada originalmente em 1964. Talvez uma das mais conhecidas autobiografias do século passado, um grande sucesso na época de publicação e fruto de inúmeras reedições, este livro é uma fonte obrigatória de informações sobre o artista e suas opiniões, tanto para o público em geral interessado na pessoa quanto para expectadores mais assíduos e pesquisadores da obra do autor.             No entanto, mais ainda ao fim de sua vida, Chaplin se dedicou à tarefa de produzir outro livro, de certa forma também uma autobiografia. Um livro que além de ser…

Correio Braziliense entrevista Everton Sanches, colunista do Blog Chaplin

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Na semana passada, a jornalista do Correio Braziliense, Luiza Machado, produziu uma matéria sobre os 100 anos de Chaplin no cinema. Na ocasião, foi realizada uma entrevista com o prof. Everton Sanches, Doutor em História, autor do livro "Charles Chaplin: confrontos e intersecções com o seu tempo" e autor da coluna "Humanismo de Chaplin", do Blog Chaplin. 
Abaixo, publicamos a conversa na íntegra:
CORREIO BRAZILIENSE: Por que, na sua opinião, Chaplin resistiu ao cinema falado? EVERTON SANCHES: Não foi apenas Chaplin que resistiu ao cinema sonoro. Tratei desse tema entre outros em meu livro, lançado no ano passado. O cinema, durante a década de 1910 teve os seus primeiros teóricos, mais precisamente a partir de 1914-15. Naquele período já pensava-se que o cinema havia se tornado uma modalidade artística autônoma e madura, com suas técnicas e linguagem própria. Todavia, estamos aqui tratando de um momento em que o cinema sonoro era inviável. Neste contexto Chaplin acab…