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Mostrando postagens de Agosto, 2014

Filme retrata o roubo do caixão de Charles Chaplin

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A história de vida de Charles Chaplin é tão fantástica, que por si só daria um interessante enredo para um filme. Após sua partida, no dia 25 de dezembro de 1977, aconteceu um evento que poderia ter saído da mente de qualquer roteirista de Hollywood: o Sequestro do seu seu corpo! Essa história já contamos aqui no blog (confira o post aqui). O fato é que muitas vezes a vida imita a arte e essa máxima nunca foi tão verdadeira na atualidade. Na última quinta-feira, 28, no 71º Festival de Cinema de Veneza, foi apresentado um longa-metragem que retrata o caso do roubo do túmulo de Chaplin. O filme, cujo título é "La rançon de la gloire" (algo como "o preço da fama"), é dirigido pelo francês Xavier Beauvois (Deuses e Homens), sendo forte candidato ao Leão de Ouro de Veneza. Apesar da história real beirar a tragédia, na versão fílmica ela ganha um humor agridoce. O enredo teve a autorização da família de Charles Chaplin, que inclusive cedeu algumas imagens do rico acervo…

“Branca de Neve” e a atualidade do Cinema Mudo

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Por Diogo Facini
             Quando se fala de “retorno do cinema mudo”, “recriação” ou volta desse estilo tão singular e que caracterizou o cinema durante pouco mais dos seus 30 anos iniciais, o filme francês “O Artista” (2011) vem à mente (a obra foi abordada neste mesmo blog, através do endereço http://blogchaplin.com/2014/08/04/o-artista-2011-e-a-volta-do-cinema-mudo/).             Esse filme, que surpreendeu a todos e conquistou os públicos de todo o mundo, ganhando inúmeros prêmios de destaque, representou uma bela homenagem a esse período tão importante do cinema, retratando todo seu esplendor e encanto iniciais. No entanto, outro filme, produzido na mesma época que “O Artista” (e com roteiro escrito desde 2005 [1]), mas lançado um pouco depois (2012), também traria o estilo silencioso do cinema à tona. Mesmo que a repercussão tenha sido menor que o seu “parente”, sua abordagem criativa e sua releitura de uma clássica história, conhecida por todos, merecem grande destaque.   …

Morre Richard Attenborough, diretor de "Chaplin"

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Morreu ontem, dia 24 de agosto, o diretor e ator Richard Attenborough, prestes a comemorar 91 anos de idade.  Richard nasceu em Cambridge, em 29 de agosto de 1923. Começou sua carreira atuando no cinema, no drama de guerra "Nosso Barco, Nossa Alma" (1942). Estreou como diretor no musical "Oh, Que Bela guerra!" (1969), ambientado na I Guerra. Essa produção lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor produção estrangeira. Dirigiu e atuou em diversos filmes, incluindo três importantes cinebiografias: Gandhi (1982), que contou a história do famosos pacifista indiano Mahatma Gandhi, obra que lhe garantiu oito Oscars, incluindo o de melhor filme; Em 1987, filmou Um Grito de Liberdade, onde Denzel Washington representou o importante ativista negro Steve Biko, lutando contra a política segregacionista do Apartheid, na África do Sul; Em 1992, homenageou Charles Chaplin no filme "Chaplin", protagonizado por Robert Downey Jr.



Sua última atuação como diretor foi em Um Amo…

Cobertura completa da abertura do Festival de Cinema de Brasília e entrevista com Geraldine Chaplin

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A noite da última quinta-feira, 28, marcou a abertura do Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF), que em sua terceira edição homenageia a atriz Geraldine Chaplin, filha de Charles Chaplin.
Tivemos a felicidade de sermos credenciados para cobrir o evento. Talvez a chance única de ver e conversar com a mais ilustre descendente de Charles Chaplin.  Na abertura, todos os olhos estavam voltados para Geraldine. Com um olhar que lembrava nitidamente o seu pai, a atriz distribuiu simpatia e demonstrou sua satisfação em conhecer Brasília. Recebeu o carinho do público brasileiro e, ao se referir à capital federal, exclama: "É como conhecer Veneza. Você olha por foto, mas quando vê pessoalmente, é impressionante!" Após a calorosa recepção, Geraldine se dirigiu à sala de exibições, para a abertura oficial do Festival Internacional de Cinema de Brasília. Em seguida, para coroar a noite de emoções, músicos tocaram "Smile", famosa canção de Charles Chaplin, para o fil…

'O Garoto' no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

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Nos dias 13, 14, 16 e 17 de setembro, o belíssimo Theatro Municipal do Rio de Janeiro exibirá o filme "O Garoto" (1921), com acompanhamento da Orquestra Sinfônica do teatro, sob a regência de Tobias Volkmann. O Evento, chamado de "Som e Imagem", terá exibições em horários e preços variados, conforme descritos abaixo: Som e Imagem Filme: O Garoto Classificação etária: Livre Duração: 60 minutos Dia 13, às 16h
Dia 14, às 17h
Dias 16 e 18, às 20h Preços:
Frisas e Camarotes –  R$ 420,00
Plateia e Balcão Nobre – R$ 70,00
Balcão Superior – R$ 50,00
Galeria – R$ 18,00
Sobre o filme O Garoto (1921) - Trata-se do primeiro longa metragem de Charles Chaplin e um dos filmes mais emblemáticos e sentimentais da sua carreira. A história conta a saga do Vagabundo ao tentar criar uma criança, abandonada pela mãe, ainda bebê. O drama e a humor, ingredientes fundamentais da obra chapliniana, permeiam a história do início ao fim. O grande destaque da trama fica por conta do pequeno Jackie Co…

Revista do Sesc-SP publica artigo com a colaboração do Blog Chaplin

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Na edição de agosto de 2014, da revista "e" - publicação do Sesc São Paulo (com distribuição para todas as unidades do Sesc no estado) -,  foi realizada uma matéria, que contou com a colaboração de Hallyson Alves, criador do Blog Chaplin, e de Everton Luís Sanches, colunista da seção "Humanismo de Chaplin". A matéria, cujo título é "Arte de fazer rir", traz uma breve história da vida de Charles Chaplin, desde sua infância em Londres, até seu triunfo enquanto cineasta em Hollywood. Para a construção da matéria, a jornalista utilizou como referência a obra de Sanches "Charles Chaplin - confrontos e intersecções com o seu tempo", publicado pela Paco Editorial, em 2012, bem como entrevistas realizadas com Hallyson Alves e Everton Sanches. Abaixo, seguem as entrevistas, na íntegra:
Márcia Scapaticio - No início do livro você menciona o desafio de fazer a ligação entre áreas do conhecimento científico e artístico.
Como é possível guiar o espectador de …

A homenagem ao cinema mudo, em "O Artista"

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Mesmo após o advento dos filmes sonorizados ou falados (talkies), a partir de 1927, Chaplin insistiu em produzir filmes mudos, tendo em vista alguns motivos pessoais, sendo o principal deles, o fato de que era inconcebível para ele que o Vagabundo, seu personagem mais famoso, pudesse falar. Além disso, Chaplin dominou como ninguém a forma gestual de representar, uma técnica teatral, chamada de pantomima. Em 1931, ano do lançamento de "Luzes da Cidade", quando perguntado sobre a sua insistência em continuar a fazer filmes mudos, respondeu: "Por que eu continuei a fazer filmes mudos? O filme silencioso é, antes de tudo, um meio universal de comunicação. Filmes falados têm um alcance limitado, retringen-se a línguas específicas de raças específicas. Eu tenho confiança de que no futuro ocorrerá um retorno do interesse por filmes silenciosos, pois existe uma demanda constante por uma mídia que seja universal na sua utilidade" E parece que Chaplin tinha mesmo razão, afi…

Uma história dos cinemas do mundo – “História do Cinema”, de Mark Cousins

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Por Diogo Facini
O livro “História do cinema: dos clássicos mudos ao cinema moderno”, do crítico de cinema, produtor e diretor Mark Cousins, publicado no ano de 2013 pela Martins Fontes Editora, é um material incrível para aqueles interessados na história da sétima arte, desde seus primórdios até as produções do século XXI. O autor, responsável por uma série de TV sobre o cinema, trouxe todo seu conhecimento sobre a história dos filmes para esse livro, que é voltado a um público um pouco mais amplo do que os especialistas, mas sem deixar a sua seriedade e informações de lado. A obra, com suas quase 500 páginas, é dividida em seções que acompanham as principais mudanças técnicas e estilísticas do cinema. Há uma divisão inicial em três unidades, que acompanham os primórdios do cinema e sua forma silenciosa (até 1927); o cinema sonoro que veio a seguir (até o início dos anos 1990); e a revolução do cinema digital que começou na década de 1990 e continua nos dias de hoje. Além dessas uni…