Cobertura completa da abertura do Festival de Cinema de Brasília e entrevista com Geraldine Chaplin

A noite da última quinta-feira, 28, marcou a abertura do Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF), que em sua terceira edição homenageia a atriz Geraldine Chaplin, filha de Charles Chaplin.

Tivemos a felicidade de sermos credenciados para cobrir o evento. Talvez a chance única de ver e conversar com a mais ilustre descendente de Charles Chaplin. 
Nossa credencial, para acesso livre ao evento
Hall de entrada do Cine Brasília, pronto para receber a homenageada
Na abertura, todos os olhos estavam voltados para Geraldine. Com um olhar que lembrava nitidamente o seu pai, a atriz distribuiu simpatia e demonstrou sua satisfação em conhecer Brasília. Recebeu o carinho do público brasileiro e, ao se referir à capital federal, exclama: "É como conhecer Veneza. Você olha por foto, mas quando vê pessoalmente, é impressionante!"
Geraldine, sendo disputada pelos jornalistas de todo o Brasil.
Após a calorosa recepção, Geraldine se dirigiu à sala de exibições, para a abertura oficial do Festival Internacional de Cinema de Brasília. Em seguida, para coroar a noite de emoções, músicos tocaram "Smile", famosa canção de Charles Chaplin, para o filme "Tempos Modernos".


Com o visual irreverente, Geraldine aproveitou a noite de homenagens.
Após a amostra de alguns filmes da sua carreira, a atriz foi convidada a subir ao palco, onde proferiu algumas palavras de agradecimento e foi presenteada com alguns filmes brasileiros. Ela riu, brincou e se divertiu bastante. A platéia, em êxtase, não continha-se e chamava seu nome por diversas vezes, acompanhadas de palavras de admiração.

A noite foi encerrada com um coquetel, exclusivo para convidados - incluindo nós. :)
Saída para o coquetel, exclusivo para convidados - acompanhamos tudo.
Coletiva com a Imprensa

Na sexta-feira, a organização do evento reuniu uma equipe de jornalistas para uma coletiva. Participamos do momento, onde foi reservado apenas cerca de trinta minutos com a atriz. A coletiva aconteceu no Cine Cultura Liberty Mall. 
Geraldine, na coletiva com jornalistas. Créditos: Divulgação Liberty Mall/ Graciliano Cândido
O tempo de coletiva, como informado acima, foi bem reduzido. Mas tivemos nosso momento com ela:

Blog Chaplin: Como estava sempre trabalhando, Chaplin parece ter participado pouco da vida dos filhos. Para voce Geraldine como eram os momentos em família quando Chaplin estava presente?

Geraldine Chaplin: Meu papai estava sempre trabalhando, mas quando eu nasci, ele trabalhava em casa. Ele fazia um filme para 10 ou 15 anos. Então estava trabalhando, em casa, em seu estúdio, com papel (não havia computadores) e um lápis. E trabalhava com muita disciplina, todo o dia. As seis da tarde saía, jogava tênis e às seis e meia ou sete, estava conosco. Então, te digo, sempre um pai presente e nos víamos durante o dia. Logo mais tarde, enquanto trabalhava, estávamos na escola, mas sempre nos víamos todos os dias...Era muito importante. Ele trabalhava em casa, antes, não.

Blog Chaplin: Nos conte sobre a receptividade do Brasil e que mensagem você deixaria para os brasileiros, admiradores do cinema mudo e do cinema feito pelo seu pai, Charles Chaplin.

Geraldine Chaplin: Aos brasileiros, não posso deixar nenhuma mensagem, eles que me dão tantas mensagens em cada segundo, estou muito feliz, emocionada... Estou recebendo tantas mensagens de carinho... não sei... de tudo, de calor... estou emocionada. Mensagem minha para os brasileiros? Minha mensagem é BRAVO! Não sei... (visivelmente emocionada). O cinema mudo e o cinema falado... Você sabe que Chaplin disse que o cinema falado nunca ia persistir, ele se equivocava as vezes (risos). Mas... que mensagem eu teria? Eu não sei (emocionada).
O cinema mudo é mais universal.

Confira outras imagens do evento:




























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