A simplicidade ainda é o maior segredo




"Tudo o que preciso para fazer uma comédia é um parque, um policial e uma menina bonita".
Charles Chaplin

Um parque, um policial é uma menina bonita. Por que será que Charles Chaplin resumiria seu vasto legado nesses únicos elementos? Sabemos que nem sempre em seus filmes esses ingredientes no qual o ator/diretor cita estão presentes. O que ele realmente queria dizer?

Chaplin era o homem mais rico e importante do mundo mesmo antes de completar seus 30 anos de idade. Galgou uma carreira de sucesso numa velocidade meteórica usando elementos aparentemente simples. O segredo está justamente na simplicidade. Chaplin queria dizer que não é preciso muita coisa para retirar um sorriso do público. Ele era exatamente um reflexo da multidão que o admirava - pra não dizer os que ainda o admiram. Não é a toa que seu personagem-chave, o Charlie (Carlitos no Brasil) é um simples vagabundo, sem eira nem beira, aventureiro, caminhando pelas armadilhas que o destino o reservou, apaixonado e apaixonante.

Seria somente isso? Não. Precisa-se de mais e Chaplin sabia disso, e o fez. Se ao final de cada filme não tirássemos nenhuma lição, não examinássemos minuciosamente a nossa própria vida, não bastaria para ele. Utilizava o humor como combustível para aquecer esse imenso recipiente cheio de sentimento e técnica, sinceridade e habilidade. Charles era humano, pensava como humano e tinha as necessidades de um humano. Ele sabia a que veio e cumpriu sua missão.

"Não preciso me drogar para ser um gênio; Não preciso ser um gênio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz".

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