A infância de Charles Chaplin na Londres vitoriana


      Charlie Chaplin nasceu na região de Lambeth, Londres. Segundo Robinson (2012, p.16), autor de uma de suas biografias, ele referia-se a East Street como East Lane, um costume dos moradores locais, na Westminster Bridge Road. Está próximo a Walworth, um setor localizado no sul de Londres, que posteriormente ele teria confirmado ser, de fato, o seu local de nascimento. Logo depois ele relata, em sua autobiografia, que a família mudou-se para West Square, em St. Georges Road, Lambeth, a parte elegante de East Lane. 

      Entre o ano do seu nascimento, em 1889, até 1902, aos três anos de idade, Charlie Chaplin gozava de uma relativa boa condição de vida, pelo menos em relação aos milhares de moradores da metrópole, em condições de miséria, principalmente por seus pais trabalharem no meio artístico, realizando apresentações de espetáculos do teatro de variedades, muito popular e parte integrante da cultura londrina. Ele lembra que usufruía de uma próspera situação financeira, que proporcionava, inclusive, ter à disposição os serviços de uma empregada que cuidava dele e do irmão Sydney. 

      Eram tempos, ainda, de fartura e, como ele descreveu, de um relativo luxo ao qual Charlie relembra com a sua família, composta por ele, sua mãe Hannah Chaplin e o meio-irmão Sydney. Hannah era uma atriz do teatro de variedades, cujo nome artístico era Lily Harley, e menos famosa do que relata Chaplin, levando em consideração a sua enorme admiração por ela, sobretudo pelos esforços em manter a família unida e passando pelos obstáculos constantes que lhe impusera a pobreza, pouco tempo após o seu nascimento. 

      Até então, como relatamos anteriormente, a vida da família parecia correr da forma mais adequada, para uma família que podia sustentar pequenas regalias, como passeios aos domingos, roupas de boa costura e lanches deliciosos, realizados nas proximidades de Kennington Road. 

      Lembranças de momentos épicos: a visita ao Royal Aquarium, onde assistia em companhia de mamãe aos espetáculos de variedades – “Ela”, uma moça a sorrir entre chamas, as sortes de meio xelim – mamãe precisava me levantar nos braços para que eu enfiasse a mão num grande barril cheio de serragem e lá apanhasse um embrulho de “surpresa”, que continha um apito de açúcar que não apitava e um broche de rubi de brinquedo. Depois uma ida ao Canterbury Music Hall, onde, sentado numa cadeira de veludo vermelho, via meu pai representar... 

      Agora é noite e eu, envolto numa manta de viagem, no alto de um carro puxado por quatro cavalos, deixo-me levar embalado pela alegria e pelo riso da mamãe e de seus amigos do teatro, enquanto o nosso corneteiro, com jactanciosas clarinadas, anuncia-nos pela Kennington Road, ao rítmico tilintar dos arreios e ao compasso das patas dos animais. (CHAPLIN, 2010, p. 35)

Uma de minhas mais antigas lembranças é de toda noite, antes de mamãe partir para o teatro, Sydney e eu sermos amorosamente colocados em uma cama confortável e deixados aos cuidados da empregada. Toda noite, depois que ela voltava do teatro para casa, costumava deixar na mesa iguarias para que eu e Sydney encontrássemos pela manhã – uma fatia de bolo napolitano ou doces –, com o acordo de que não fizéssemos barulho, já que ela normalmente dormia até tarde. (CHAPLIN apud WEISSMAN, 2010, p. 29) 

      Essas foram as lembranças de um tempo de luxo e elegância da infância de Charles Chaplin até que, como num ato de uma peça teatral, o enredo da sua vida passa por uma mudança brusca.

      A separação dos pais, quando Charles ainda era muito criança, fez com que ele, junto da mãe e do meio-irmão Sydney, experimentassem uma brusca mudança de vida, parte deste novo estilo de vida teve como cenário um período de intensas transformações na fria Londres vitoriana e também marcado por bastante dificuldades, para sua família e muitos outros moradores da urbe inglesa. 

      Para se ter uma ideia de qual nível de pobreza o pequeno Charlie, juntamente com a sua mãe e o meio-irmão se encontravam, ele nos relata a sua impressão sobre as condições financeiras da época: 

Eu tinha noção perfeita do estigma social que era a nossa pobreza. Até as crianças mais pobres comiam aos domingos o seu jantar feito em casa. Um assado, em casa, significava respeitabilidade, um ritual que distinguia uma classe pobre de outra. Os que não tinham em casa o seu jantar dos domingos, pertenciam à classe mendicante – e nós éramos dessa classe. (CHAPLIN, 2010, p. 73)
      Tendo por base a análise do sociólogo londrino do final do século XX, Charles Booth, Weissman (2010, p.82) ressalta que a linha de pobreza oscilava entre 18 e 21 xelins nessa época na Inglaterra. Tendo Hannah, que trabalhava como operadora de máquina de costura, um rendimento entre seis xelins e nove pennies e sete xelins por semana, estava, portanto, abaixo do nível de miséria. Sendo assim, “famílias com renda abaixo desse patamar eram consideradas abjetamente pobres e viviam em condições precárias, quando não sub-humanas.” 

      Após a separação dos pais, passando por um breve período em que Hannah coabitou com um famoso artista de variedades, Leo Dryden – com quem teve um filho, o segundo irmão de Charlie – a família teve que conviver com uma nova realidade. Esse período foi marcado por várias mudanças de endereço e de muita privação, incluindo elementos mais básicos, como a alimentação. 

      Tendo de enfrentar esses obstáculos, além de ter sido afastada do filho mais novo, quando Dryden o raptou para sempre da sua vida, somado à sífilis adquirida – segundo documentos apresentados na biografia de Chaplin, por Weissman –, durante sua vida de coquete (e talvez de prostituição na África do Sul), Hannah não suportou os sucessivos golpes emocionais e teve sua saúde mental comprometida paulatinamente. No início, após crises constantes de dores de cabeça, foi levada para a Lambeth Infirmary. Logo após, o que se viu foram sucessivas internações nas instituições psiquiátricas londrinas, tendo, nesse período, Charlie e o irmão experimentado a vida em instituições de caridade. 

       A Londres vitoriana foi conhecida como a época das desigualdades. A proporção da população rica, que convivia com o luxo e requinte, era muito menor do que a imensa parte que tentava sobreviver, em meio à sociedade industrial. As instituições de caridade nascem dessa demanda, tentando dar apoio aos pobres londrinos. 

      A Lei dos Pobres (Poor Laws), já existente desde a Idade Média tardia, visava a erradicação da pobreza e a mudança mais significativa ocorrera no século XIX, quando tornou-se obrigatório o trabalho das pessoas que procuravam, em troca da assistência (workhouses). Nesse período, outras formas de assistência social surgiram, como, no ano de 1865, o Exército da Salvação, idealizado por William e Catherino Booth, ligados pelo cristianismo protestante. 

William Booth soube compreender a necessidade de fazer da caridade um argumento maior de adesão aos Evangelhos, e da providencia social um passo a dar aqui na terra, nates da partida inevitável para a mão direita da de Deus. Ele não é o primeiro em sua organização a tomar consciência disso: O grito de guerra há vários anos se tornara o eco das inquietações dos “oficiais” diante do excesso de miséria e da impossibilidade de converter os esfomeados à religião. (MARX,1993,p.146) 
        A assistência social, como observa Roland Marx, foi uma grande aliada dos interesses dos religiosos por uma maior conversão dos marginalizados da sociedade. Hannah Chaplin fora uma dessas convertidas, num momento em que tudo o que havia construído em sua vida artística, inclusive uma relativa fama e prestígio, fora aos poucos perdidos. E o avanço da sua doença só acelerou o processo. A partir daí suas idas aos asilos psiquiátricos foram tornando-se mais freqüentes, até a sua internação definitiva, diagnosticada como loucura.

    Charlie, agora com sete anos de idade, conheceu a instituição que o fizera ter lembranças conflituosas até o fim da sua vida: a Escola de Hanwell para Crianças Órfãs e Indigentes, nas proximidades de Londres. 

      Comparado à situação que as crianças pobres viviam nos cortiços de Londres, essas instituições de caridade eram, certamente, a melhor opção para que diversas crianças não passassem fome e até morressem pelas sarjetas das frias ruas da capital. Hanwell, nas memórias de Chaplin, não era um lugar desagradável o tempo todo, mas haviam situações as quais eram novas para uma criança que tivera outrora uma vida tão distinta da atual. 

   Embora em Hanwell fôssemos bem cuidados, nossa existência ali era muito desamparada. A tristeza andava no ar; estava naquelas alamedas campestres por onde caminhávamos, uma centena de meninos em fila dupla. Como me desagradavam esses passeios e as aldeias pelas quais passávamos toda gente nos encarando! Sabiam que éramos internos do booby hatch (prisão de bobos), termo de gíria com que designavam o asilo.

      Ele lembrara, sobretudo, dos momentos de repreensão ao comportamento das crianças, utilizando de castigos físicos para aqueles que cometessem ou mesmo fossem acusados de alguma travessura na instituição. 

         Essas instituições representavam não apenas o auxílio social para as pessoas mais carentes da sociedade, mas uma forma de controle dos corpos, oriundo da disciplina e do aprisionamento dos indivíduos.

    Numa foto-biografia, lançada em 1974, intitulada “My life in pictures”, Chaplin disponibiliza ao público fotografia raras, do acervo pessoal, quando ainda era um menino simples da Inglaterra vitoriana, incluindo, também outras imagens registradas nos momentos áureos de sua carreira.


Capa da rara foto-biografia de Charles Chaplin
Fonte: imagem digitalizada
      Nesta obra, pode-se ver, com grande destaque, a fachada do Orfanato de Hanwell e, acompanhando essa imagem, outras duas fotografias de lugares que fizeram parte de dois momentos marcantes para o jovem Chaplin: O Lambeth Workhouse, asilo de pobres, onde fora levado junto à mãe e o irmão, para poderem ter o mínimo de assistência (moradia e comida) em tempos de crise e a casa de número 287, residência do pai, na luxuosa Kennington Road.


Fachada da faixada do Orfanato Hanwell
Fonte: imagem digitalizada

      O curto período de estadia com o pai, em que o seu genitor foi forçado pela justiça a dar assistência tanto para Charlie como para Sydney (que não era seu filho biológico), fez com que Chaplin usufruísse de algumas regalias que há tempos não experimentava. Na casa morava com o Sr. Chaplin (pai) a sua companheira Louise e o seu pequeno filho de quatro anos, meio-irmão de Chaplin. Agora chegaria mais dois filhos do Sr. Chaplin, aumentando o número de ocupantes. 
      Era uma residência com relativo conforto. As casas nesta região da Kennignton Road conservavam boas construções e uma vizinhança dividida entre casas, pubs e um diversificado comércio. Ele assim a descreve: 

A família ocupava dois cômodos e, embora a sala da frente tivesse grandes janelas, a luz se filtrava através delas como se fosse através da água. Tudo parecia tão triste quanto Luisse: o papel das paredes era triste, tristes os móveis estofados de crina e lúcio empalhado numa caixa de vidro que engolira um peixe do seu próprio tamanho, cuja cabeça lhe emergia da boca, então parecia repulsivamente melancólico.(CHAPLIN, 2010, p.56) 
Às vezes, em noite de sábado, quando eu me sentia mais profundamente deprimido, escutava através da janela dos fundos a música animada de uma concertina a tocar uma marcha escocesa, acompanhada pelas vezes de jovens boêmios e as risadas das raparigas da rua. O vigor, a vitalidade daquilo parecia-me de uma perversa indiferença para com a minha infelicidade; e contudo, quando a música se apagava, à distância, eu dela sentia falta. Às vezes se ouvia um pregoeiro; um, especialmente, passava todas as noites e parecia gritar: Rule Britannia, terminando com um grunhido – mas na verdade era um vendedor de ostras. Da taverna, três portas adiante, eu escutava os fregueses, na hora de fechar, suas vozes de bêbados, a berrar uma cantiga piegas e detestável que estava muito em moda então (...). (CHAPLIN, 2010, p. 57-58) 

      Esses espaços citadinos foram por muito tempo não somente uma forma de Charlie esquecer um pouco os seus dissabores de infância, mas também foram, de certa maneira, companheiros em momentos de aflição. Como em certo momento, quando chegara à casa do pai depois da escola, e encontrou a casa vazia. Não sabendo onde todos estavam e estando com fome, foi percorrer as ruas próximas à Kennington Road, completamente sozinho: 

Afinal, não pude agüentar mais aquela solidão sinistra, e saí, desolado; passei o resto da tarde percorrendo os mercados próximos. Vagueei por Lamberth Walk e Cut, a olhar com fome para as vitrinas das casas de pasto, para os tantalizantes pratos de carne de vaca ou porco, a fumegar quentinhos, e as batatas douradas embebidas em molho. Durante horas espiei os camelôs vendendo suas bugigangas. A distração me consolou e durante algum tempo esqueci minha aflição e minha fome.(CHAPLIN, 2010, p.59) 
      Tendo por companheira apenas as movimentadas ruas durante o dia, ele vira chegar a noite, sem sinal da volta daqueles que nesse momento dividiam o mesmo teto que ele. Chegada a noite, ele vê então uma nova cidade, que recebe os visitantes noturnos em busca de diversão: 

      De repente ouvi música. Era arrebatadora! Vinha do vestíbulo da taverna que fica na esquina de White Hart e ressoava claramente na praça vazia. A música era A madressilva e a abelha, tocada com irradiante virtuosismo no harmônico e no clarinete. 

Até então eu não me interessara por melodias, mas aquela era tão linda e lírica, tão brilhante e alegre, tão aquecedora e reconfortante. Esqueci meu desespero e atravessei a rua até onde estavam os músicos. O tocador harmônico era cego, cheias de cicatrizes as órbitas onde dantes haviam brilhando dois olhos; e uma cara amarga de bêbado tocava o clarinete. (CHAPLIN, 2010, p. 59-60) 

      As proximidades da Kennington Road eram abundantemente servidas de cafés, tavernas e demais locais de diversão que eram freqüentadas ao longo do dia. Uma das tavernas visitadas por Chaplin, aos doze anos, lhe chamou atenção pelo movimento das pessoas presentes: 

      Menino de doze anos, costumava eu postar-me diante da Tankard a apreciar esses ilustres cavalheiros que apeavam de seus carros e entravam na sala do bar, onde a elite dos comediantes, aos domingos, reunia-se para tomar um último trago antes de ir para a casa almoçar. Como eram sedutores com seus ternos de xadrez e chapéus-coco cinzentos, fazendo coruscar os brilhantes de anéis e alfinetes de gravata! Às duas horas, nas tardes de domingo, fechava-se a taverna e seus freqüentadores saíam, ficando ainda algum tempo a conversar na calçada, antes de se dizerem adeus; e eu os olhava fascinado e divertido, pois alguns deles cambaleavam de maneira cômica.

      Essas rememorações realizadas por Chaplin, em sua autobiografia, nos intenciona a pensarmos sobre a sua juventude, na grande cidade inglesa. Essas memórias, contadas com riqueza de detalhes, nos dão indícios de como esses lugares e situações foram parte importante da sua formação enquanto pessoa e lhe deixaram um legado que se uniriam à sua criatividade para construir cenários e histórias em seus filmes. O seu diferencial está, de fato, nos detalhes, ao observar “os cavalheiros que apeavam de seus carros” ou “os ternos de xadrez e chapéus-coco”, até mesmo a forma como esses senhores “cambaleavam de maneira cômica” o fariam reproduzir anos mais tarde. 

      Chaplin chega ainda a mencionar que no período da sua adolescência, se rendeu aos prazeres noturnos de boemia e companhias femininas, quando visitava as ruas da cidade em busca de diversão: 

Durante esse período de névoa e confusão eu morava só; e dentro dele iam e vinham prostitutas, ocasionais crises de bebedeira – mas nem vinho, mulheres ou música me prendiam o interesse por muito tempo. O que eu realmente queria era romance e aventura. (CHAPLIN, 2010, p. 119) 

      Dentre todos os espaços de memória, correspondentes às suas diversas habitações no período de dez anos, o lugar mais marcante certamente foi o endereço do sobrado de número 3, no Pownall Terrace. Ali, segundo Chaplin, teriam ocorrido os piores dias da sua vida. Uma fase tão difícil, que não se compara nem à fase em que, numa das várias mudanças de endereço, alugaram um quarto na Kennington Cross, próximo da fábrica de picles de Hayward, que exalava um cheiro tão horrendo a ponto de Chaplin nunca ter esquecido esse fato. Diferente dos períodos em que habitava nas proximidades de Kennington Road, foi em Pownall Terrace onde a miséria, a tristeza e a solidão se apresentaram de forma mais intensa. Foi um período difícil sob vários aspectos, sobretudo, fora lá onde a sua mãe sofreu um surto psicótico que jamais a faria ser a mesma, até o fim da sua vida. Esse momento marcante faz parte das primeiras páginas de sua autobiografia, onde ele detalha os pormenores daquele minúsculo lugar: 

E eu tinha que voltar para um quarteirão de velhas casas abandonadas que ficavam por trás de Kennington Road, em Pownall Terrace, 3, e subir as escadas desconjuntadas que levavam ao nosso pequeno sótão. A casa era deprimente e um cheiro de lavagem azeda e roupas velhas impregnava o ar. Naquele domingo mamãe estava sentada à janela, olhando para fora. Virou-se para mim e sorriu debilmente. Era um quartinho abafado, de pouco mais de três metros e meio quadrados e pareceu-me ainda menor, bem como mais baixo o seu teto em declive. A mesa, junto à parede, estava atulhada de pratos e chávenas sujos; encostada à parede mais baixa, uma velha cama de ferro que minha mãe pintara de branco. Entre a cama e a janela, um pequeno fogão e, aos pés da cama, uma velha poltrona que se desdobrava num catre, no qual dormia meu irmão Sydney. (CHAPLIN, 2010, p. 30) 

      Tamanha foi a sua ligação emocional com Pownall Terrace, que Chaplin, posteriormente, reproduziu com riqueza de detalhes a sua triste morada, em um dos cenários dos seus filmes, sendo um dos filmes mais autobiográficos da sua carreira: O Garoto (The Kid), lançado em 1921. 

      Já com 13 anos de idade, para aliviar um pouco a carga de responsabilidade da mãe, em prover a casa e estando o irmão a trabalhar em navios, Charlie passou a ser um trabalhador em tempo integral. Nesse período passou por diversos ofícios, tal qual o seu personagem vagabundo se apresentava: foi de entregador à recepcionista de médico, de menino de recados à atendente de papelaria, entre outros: soprador de vidro, operador de prelo Wharfedale (uma gigantesca máquina que o fazia ter certo medo que a mesma a engolisse, sendo, provavelmente, a inspiração para a icônica cena de Tempos Modernos). 

      Ao conhecer o mundo artístico e se propor a utilizar a arte como profissão, o jovem Charlie encontrou uma alternativa de sobrevivência, para fugir da miséria, que conhecera tão bem. A arte foi libertadora para Charles Chaplin e transformou decisivamente a sua vida, tornando-o uma celebridade mundial. 

Fonte:


BEZERRA, Hallyson Alves. Luzes das cidades chaplinianas: as recepções das urbs representadas na obra de Charles Chaplin (1914-1918). 2018. Dissertação. (Mestrado em História) - Programa de Pós-Graduação em História, Universidade Federal de Campina Grande. (adaptação das páginas 36-48)

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